domingo, 2 de setembro de 2018

1) É um Ministério Triunfante


1) É um Ministério Triunfante

Capítulo 2:14-17 – A primeira característica do verdadeiro ministério Cristão – do qual o apóstolo Paulo era o principal ministro – é a de triunfo. Ele diz, “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do Seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem: Para estes certamente cheiro de morte para morte: mas para aqueles cheiro de vida para vida”. Ser um ministro Cristão triunfante não é ser popular e ter grande número de seguidores; é ter um ministério que exalta Cristo – quer todos recebam ou não! Ministério que exalta Cristo é um triunfo contínuo.
Relembrando todo o incidente a respeito da vinda de Tito com as boas novas da recepção positiva de sua primeira carta aos coríntios, Paulo percebeu que Deus comandou maravilhosamente o assunto para a glória de Cristo, e isso o levou a transbordar em uma doxologia em agradecimento a Deus.
Deus é soberano, e serão salvos todos que foram ordenados para a salvação (At 13:48), quer seja a mensagem pregada por nós ou por outra pessoa. Saber disso deu paz a Paulo sobre se permaneceria em Trôade para pregar, ou se partiria para a Macedônia para encontrar Tito. Para ilustrar isso, Paulo usou uma figura emprestada de um costume romano daquela época. Um general romano vitorioso desfilava pelas ruas da cidade imperial em sua carruagem, coroado de louro, com seus prisioneiros acorrentados. O orgulhoso conquistador e suas tropas subiam ao Capitólio com nuvens de incenso enchendo o ar de perfume. À medida que faziam sua marcha triunfante pela cidade, o louvor do vencedor era gritado pelas multidões que se alinhavam no caminho. Os cativos estavam lá para aumentar o triunfo, e isso era demonstrado quando alguns cativos eram apontados para morrer, e alguns para viver. Da mesma forma, Deus está fazendo uma marcha vitoriosa por este mundo, e Paulo e todos os que estão envolvidos na propagação do evangelho são parte de Seu exército triunfante. “A fragrância do Seu conhecimento” no evangelho, como o perfume doce que subiu na marcha dos conquistadores romanos, estava sendo espalhada afora por eles “em todo o lugar” que iam (v. 14).
Paulo e aqueles que serviram com ele eram o meio pelo qual o perfume do evangelho era difundido. Não apenas o que pregavam era o “bom cheiro de Cristo”, mas eles próprios o eram, porque tinham sido transformados em Sua imagem pelo poder do Espírito (v. 15). Por isso, eles não apenas pregaram a Cristo; eles viveram Cristo diante do mundo. Assim como os cativos dos conquistadores romanos desfilavam na cidade do Capitólio com alguns apontados para morrer e alguns para viver, Paulo viu como tal a vitória de Deus no evangelho; alguns creram “para vida” e alguns rejeitaram “para morte”. Por isso, existem duas classes de pessoas entre as quais circula a fragrância do evangelho – aqueles que serão salvos e aqueles que irão para a perdição (v. 16). Tais são os efeitos do evangelho; trabalha tanto a vida quanto a morte naqueles que o ouvem. Isso mostra a solenidade de pregar Cristo, pois as questões eternas dependem da aceitação e rejeição da mensagem. A grandeza disso fez com que o apóstolo clamasse, “Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” (ARA). Só poderiam ser aqueles com quem Deus havia operado Sua “suficiência” divina (cap. 3:5 – ARA). Ele só pode fazer Seus servos capazes de levar o evangelho efetivamente por meio dos vários exercícios e disciplinas pelos quais passam em Sua escola.
V. 17 – No entanto, havia “muitos” no ministério naquela época que eram falsos. Deus não havia trabalhado com eles para torná-los verdadeiros ministros. Os tais não tinham as qualificações morais e espirituais de um verdadeiro ministro de Cristo, nem tinham qualquer solidez ou poder real em seu ministério. Eles estavam usando a Palavra de Deus para servir a seus próprios fins e assumiram o serviço do Senhor como mera profissão – como “um comércio!” (JND). Os coríntios precisavam ser cautelosos com esses homens e testar sua veracidade pelo perfil de um verdadeiro ministro de Cristo que Paulo lhes dava ao descrever seu serviço ao Senhor.
O que distinguia Paulo e seus cooperadores desses falsos apóstolos era que eles, com “sinceridade”, ministraram “na presença de Deus” como representando Cristo. O ministério deles era triunfante porque exaltava Cristo – mesmo que alguns não acreditassem na mensagem.

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