1) É um Ministério Triunfante
Capítulo
2:14-17 – A primeira característica do verdadeiro ministério Cristão – do qual
o apóstolo Paulo era o principal ministro – é a de triunfo. Ele diz, “E graças
a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em
todo o lugar a fragrância do Seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom
cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem: Para estes certamente
cheiro de morte para morte: mas para aqueles cheiro de vida para vida”. Ser
um ministro Cristão triunfante não é ser popular e ter grande número de
seguidores; é ter um ministério que exalta Cristo – quer todos recebam ou não!
Ministério que exalta Cristo é um triunfo contínuo.
Relembrando
todo o incidente a respeito da vinda de Tito com as boas novas da recepção
positiva de sua primeira carta aos coríntios, Paulo percebeu que Deus comandou
maravilhosamente o assunto para a glória de Cristo, e isso o levou a transbordar
em uma doxologia em agradecimento a Deus.
Deus
é soberano, e serão salvos todos que foram ordenados para a salvação (At
13:48), quer seja a mensagem pregada por nós ou por outra pessoa. Saber disso
deu paz a Paulo sobre se permaneceria em Trôade para pregar, ou se partiria
para a Macedônia para encontrar Tito. Para ilustrar isso, Paulo usou uma figura
emprestada de um costume romano daquela época. Um general romano vitorioso
desfilava pelas ruas da cidade imperial em sua carruagem, coroado de louro, com
seus prisioneiros acorrentados. O orgulhoso conquistador e suas tropas subiam
ao Capitólio com nuvens de incenso enchendo o ar de perfume. À medida que
faziam sua marcha triunfante pela cidade, o louvor do vencedor era gritado
pelas multidões que se alinhavam no caminho. Os cativos estavam lá para
aumentar o triunfo, e isso era demonstrado quando alguns cativos eram apontados
para morrer, e alguns para viver. Da mesma forma, Deus está fazendo uma marcha
vitoriosa por este mundo, e Paulo e todos os que estão envolvidos na propagação
do evangelho são parte de Seu exército triunfante. “A fragrância do Seu conhecimento” no evangelho, como o perfume
doce que subiu na marcha dos conquistadores romanos, estava sendo espalhada
afora por eles “em todo o lugar” que
iam (v. 14).
Paulo
e aqueles que serviram com ele eram o meio pelo qual o perfume do evangelho era
difundido. Não apenas o que pregavam era o “bom
cheiro de Cristo”, mas eles próprios o eram, porque tinham sido
transformados em Sua imagem pelo poder do Espírito (v. 15). Por isso, eles não
apenas pregaram a Cristo; eles viveram Cristo diante do mundo. Assim como os
cativos dos conquistadores romanos desfilavam na cidade do Capitólio com alguns
apontados para morrer e alguns para viver, Paulo viu como tal a vitória de Deus
no evangelho; alguns creram “para vida”
e alguns rejeitaram “para morte”.
Por isso, existem duas classes de pessoas entre as quais circula a fragrância
do evangelho – aqueles que serão salvos e aqueles que irão para a perdição (v. 16).
Tais são os efeitos do evangelho; trabalha tanto a vida quanto a morte naqueles
que o ouvem. Isso mostra a solenidade de pregar Cristo, pois as questões
eternas dependem da aceitação e rejeição da mensagem. A grandeza disso fez com
que o apóstolo clamasse, “Quem, porém, é
suficiente para estas coisas?” (ARA). Só poderiam ser aqueles com quem Deus
havia operado Sua “suficiência”
divina (cap. 3:5 – ARA). Ele só pode fazer Seus servos capazes de levar o
evangelho efetivamente por meio dos vários exercícios e disciplinas pelos quais
passam em Sua escola.
V.
17 – No entanto, havia “muitos” no
ministério naquela época que eram falsos. Deus não havia trabalhado com eles
para torná-los verdadeiros ministros. Os tais não tinham as qualificações
morais e espirituais de um verdadeiro ministro de Cristo, nem tinham qualquer
solidez ou poder real em seu ministério. Eles estavam usando a Palavra de Deus
para servir a seus próprios fins e assumiram o serviço do Senhor como mera
profissão – como “um comércio!”
(JND). Os coríntios precisavam ser cautelosos com esses homens e testar sua
veracidade pelo perfil de um verdadeiro ministro de Cristo que Paulo lhes dava
ao descrever seu serviço ao Senhor.
O
que distinguia Paulo e seus cooperadores desses falsos apóstolos era que eles,
com “sinceridade”, ministraram “na presença de Deus” como
representando Cristo. O ministério deles era triunfante porque exaltava Cristo
– mesmo que alguns não acreditassem na mensagem.
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